Contra as armas químicas. Angola já é membro da Convenção
Angola passou a ser segunda-feira, 21, o 192º membro da Convenção Contra as Armas Químicas, embora a adesão entre em vigor somente a 16 de Outubro do presente ano.
Angola aderiu à Convenção Contra as Armas Químicas de 1997, que proíbe o desenvolvimento, uso e armazenamento de todos os agentes tóxicos para a guerra.
Os EUA felicitaram o Governo de Angola pela adesão à Convenção. "Apoiamos os esforços de Angola em fortalecer a proibição global de armas químicas e oferecemos os nossos especialistas para ajudar Angola na implementação do tratado", disse o porta-voz do Departamento de Estado John Kirby.
De acordo com o porta-voz, a adesão de Angola à Convenção contra Armas Químicas constitui mais uma pedra na construção do esforço internacional para eliminar as armas químicas. "Os Estados Unidos apelam aos Estados não signatários para aderiram à Convenção sem mais demora", concluiu.
As armas químicas são um dispositivo que utiliza produtos químicos formulados para causar a morte ou lesões em seres vivos. Podem ser classificados como armas de destruição em massa, embora estejam separados de armas biológicas (doenças), armas nucleares e radiológicas (que usam o decaimento radioactivo de elementos).
Apesar de continuarem a existir grandes stocks, justificadas como uma precaução contra o suposto uso por um agressor, o Direito Internacional proibiu o uso de armas químicas desde 1899, sob a bandeira da Convenção de Haia: O artigo 23 dos regulamentos respeitando as Leis e Costumes da Guerra Terrestre aprovadas pela sua primeira Conferência.