Prova disso, segundo o maior partido da oposição, são o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) e o Plano Nacional de Fomento para a Produção de Grãos (PLANAGRÃO), que dis serem apenas "palavras vazias, falhadas na execução e vencidas pela máfia da importação".
Reagindo ao relatório de execução do IV trimestre de 2025, o Grupo Parlamentar do "Galo negro" argumentou, igualmente, que mais de 50% das receitas geradas no quarto trimestre de 2025 foram por via de financiamento (linhas de crédito e endividamento), com o financiamento externo a registar uma execução muito acelerada de 86,55%.
Além disso, disse que os encargos financeiros (juros e amortizações) são largamente superiores se comparadas com as despesas dos sectores social e económico juntos, na ordem de quase 60% da despesa realizada neste trimestre.
"A quebra conjunta no preço médio de exportação do petróleo, estimada entre 62 a 70 dólares, bem como na produção média diária, comprova que o orçamento mantém uma exposição de elevado risco diante das oscilações do preço no mercado internacional."
No acumulado do ano de 2025, Angola registou um gasto total de 2,14 mil milhões de dólares na importação de bens alimentares, segundo fontes do BNA, o que representou um aumento de 5% em relação ao ano anterior, complementou o partido do "Galo Negro".
"A economia nacional permanece perigosamente refém das variações do preço do petróleo, impedindo que a agricultura, a indústria e as pescas atinjam a engrenagem recomendada, por conta da fraca coordenação e apoio real aos agentes económicos", referiu.
De acordo com a UNITA, os dados demonstram ainda a crónica inversão de prioridades e ineficácia na gestão, onde o pagamento da dívida pública mata o orçamento, deixando sectores como o da educação e programas como o de combate à pobreza com menos de 10% do dinheiro que teoricamente deveriam ter recebido neste trimestre.
"É por isso que ainda temos mais de 4 milhões de crianças fora do sistema de ensino, sem esquecer que 4 em cada 5 empregos foram criados no sector informal", concluiu.
