O cenário que se vê ao chegar ao Bairro da Lixeira é de cortar a respiração. O cheiro é intenso; nauseabundo entre as pessoas, torna o ar que se respira pesado, carregado de fumo e de muita poeira (poluição atmosférica). Ali, o chão não é terra, mas, sim, é composto por lixo acumulado ao longo dos anos. Sacos, garrafas, restos de comida e metais retorcidos fazem parte do quotidiano de muitas famílias.

A Lixeira é o retrato do contraste "brutal" de Benguela. Uma província com mar, com porto, com potencial turístico e económico, mas que esconde nas suas margens bolsões de pobreza extrema de Angola. Enquanto aumenta a lixeira, com ela amplia-se o número de pessoas que dependem dela para sobreviver.

"Aqui ninguém faz nada, as pessoas no Bairro da Lixeira não vivem, elas sobrevivem e o Governo sabe dos problemas que os cidadãos que aqui vivem passam", desabafa Marcos Cassinda, morador do Lobito e professor.

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