Em interrogatório, os dois cidadãos russos, Lev Lakshtanov e Igor Ratchin, assim como os angolanos Amor Carlos Tomé e Oliveira Francisco "Buka", negam qualquer ligação ou envolvimento em organizações internacionais de terrorismo ou de financiamento ao terrorismo.

Os quatro asseguram que apenas trabalhavam para a abertura, em Luanda, de uma casa da cultura da Rússia.

Sobre uma ligação a organizações internacionais de terrorismo que pretendiam criar instabilidade no País, todos refutaram a acusação.

Ao tribunal, contam que o único propósito era apenas o de trabalharem para a abertura de uma casa cultural russa.

Os arguidos desvalorizaram também os encontros com figuras políticas, dizendo que nada tiveram a ver com financiamentos de partidos ou de candidatos nas futuras eleições em Angola.

O Novo Jornal apurou que até à data foram interrogados os arguidos Lev Lakshtanov, Amor Carlos Tomé e Oliveira Francisco "Buka".

Esta quarta-feira, 6, o tribunal começou a interrogar o arguido russo Igor Ratchin, interrogatório que estava previsto continuar esta quinta-feira, mas, por força de agenda do tribunal, a sessão foi adiada para a próxima semana.

Os arguidos são acusados pelo Ministério Público (MP), para além de terrorismo, de espionagem, organização terrorista, tráfico de influência e associação criminosa.

No processo estão, para além dos quatro arguidos, 12 testemunhas, entre as quais alguns jornalistas.

O MP refere que os arguidos estariam a preparar um golpe de Estado em Angola e pretendiam capturar activos económicos nacionais em troca do apoio a forças da oposição ao governo.