O julgamento arrancou no passado dia 24 de Março e foi suspenso até esta terça-feira, dia programado para o Ministério Público (MP) para promover a acusação e o tribunal a pronúncia.
No primeiro dia de julgamento, os advogados dos cidadãos russos e angolanos queixaram-se de excesso da prisão preventiva dos arguidos e solicitaram que sejam arroladas como testemunhas no processo figuras políticas da UNITA e do MPLA, assim como alguns líderes das associações de taxistas.
Eliseu Nguimito e David Guz, advogados dos arguidos, pediram ao tribunal que sejam chamados o presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, os membros deste partido, Paulo Lukamba "Gato" e Nelito Ekuiki, assim como os políticos do MPLA Higino Carneiro e Julião Mateus Paulo "Dino Matrosse".
Da lista dos advogados constam ainda os nomes de António Venâncio, Rodrigo Catemba e Francisco Paciente, na qualidade de responsáveis da ANATA.
Ao tribunal, o advogado David Guz, que defende o jornalista Amor Carlos Tomé, da Televisão Pública de Angola (TPA), e o político Francisco Oliveira, secretário para a mobilização da JURA, braço juvenil da UNITA, denunciou, ao tribunal, que o arguido Francisco Oliveira tem sido maltratado na prisão por um oficial do Serviço Penitenciário.
O tribunal vai responder se aceita ou não os pedidos feitos pelos advogados.
O Novo Jornal sabe que na sessão anterior, o elevado número de questões apresentadas pelos causídicos levou o MP a solicitar o seu adiamento, com o tribunal a aceitar o pedido dos advogados.
Os arguidos são acusados de espionagem, terrorismo, organização terrorista, financiamento ao terrorismo, instigação pública ao crime, associação criminosa, corrupção activa de funcionário, tráfico de influência, falsificação de documentos, introdução ilícita de moeda estrangeira no país e retenção de moeda e burla.
A acusação diz ainda que os arguidos russos também pretendiam financiar a UNITA nas eleições de 2027.
