Vários municípios estão sem este serviço desde Fevereiro e o Novo Jornal constatou que único posto funcional é o dos Combatentes, onde são visíveis enormes enchentes.
A situação tem forçado centenas de pessoas a deslocar-se à Direcção Nacional de Identificação, Registos e Notariado (DNIRN), por ser a central, para conseguir tratar com maior celeridade dos documentos, mas, muitas vezes, até mesmo na DNIRN tem havido falhas no sistema, o que penaliza os utentes.
O problema, segundo relatos de vários cidadãos, já se arrasta há quase três meses consecutivos, mas o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos (MINJUSDH) mantém-se em silêncio quando questionado sobre o assunto.
Nem mesmo nos Serviços Integrados de Atendimento ao Cidadão (SIAC) estão disponíveis os sistemas para tratamento do registo criminal e do BI, ou outros documentos fundamentais do foro do MINJUSDH.
No Cazenga, os postos estão há meses às moscas, mas o Novo Jornal sabe que este problema não está só em Luanda, mas um pouco por todo o País.
Enquanto o problema da alegada "falha de sistema", que já dura há quase três meses, não se resolve, milhares de pessoas não conseguem ter, em tempo útil, os seus documentos.
O Novo Jornal soube por uma fonte do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, que esta "crise" no sector dos serviços de identificação e registo civil está ligada às reformas introduzidas pelo MINJUSDH, idêntica à do sistema dos passaportes e carta de condução, do Ministério do Interior, que regista problemas há vários meses, embora haja também relatos de que tal se deve à falta de pagamento do MINJUSDH aos provedores do sistema, que já dura há dois anos.
Recentemente, vários jornalistas indagaram o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, mas Marcy Lopes não se manifestou disponível para falar sobre o assunto.
