Segundo dados fornecidos pela fonte policial, do total de 749 processos disciplinares, 649 foram concluídos, 94 em estão em curso, e seis foram arquivados por insuficiência de provas.

Conforme os dados avançados ao Novo Jornal, dos 649 processos concluídos, 380 resultaram na punição de polícias, dos quais 97 foram expulsos.

Dos dados obtidos pelo Novo Jornal, 167 foram despromovidos, 115 tiveram redução temporária dos salários e uma repreensão em despacho exarado pelo comandante-geral da Polícia Nacional.

Entretanto, o Novo Jornal apurou ainda que no âmbito da celeridade dos processos disciplinares que envolvem os seus efectivos, a Polícia Nacional, durante o ano passado, sancionou 1.042 efectivos, sendo um oficial comissário, 68 oficiais superiores, 199 oficiais subalternos, 334 subchefes, 437 agentes e dois trabalhadores civis.

Conforme os dados, as infracções mais cometidas durante o período em referência foram as de falsa promessa de emprego público mediante a recepção de valores, recebimento de valores monetários no exercício das funções, ausência ilegítima no local de serviço, conduta indecorosa, fuga ao pagamento de dívida e extorsão.

Segundo os dados fornecidos ao Novo Jornal, em termos de comparação com o ano de 2024, houve uma redução de 29,7% de infracções e 4,7% no que respeita às sanções disciplinares.

O Novo Jornal soube que a PN "mantém a firmeza" na continuidade das acções que "visam garantir uma actuação policial com base ao cumprimento das normas que regem a actividade policial".

Em Julho do ano passado, tal como noticiou o Novo Jornal, o comandante geral da Polícia Nacional, comissário-geral Francisco Ribas da Silva, afirmou que mensalmente há inúmeros processos disciplinares instaurados a darem entrada no comando geral, para sanções disciplinares, defendendo que há muitos polícias que devem ser expulsos por mau comportamento.

Segundo o comandante geral, há da parta da inspecção e da assessoria jurídica da PN, solicitações para as devidas sanções aos processos disciplinares que dão entrada.

Conforme o número 1 da Polícia Nacional, há muitos efectivos que "deixam a desejar", em função do mau comportamento que apresentam.

"Penso que há na nossa instituição alguns indivíduos que entraram por engano. E quem entrou por engano, devemos ajudá-los a sair", disse o comandante geral na ocasião, realçando que os comandantes devem impedir comportamentos indecorosos e desvios internos dos efectivos.