Os trabalhadores da Empresa de Limpeza e Saneamento de Luanda (ELISAL) asseguram que pretendiam apenas cumprir o que estabelece a Lei da Greve e a Constituição da República, manifestando o seu descontentamento com o não cumprimento do caderno reivindicativo em que exigem aumentos salariais e melhores condições de trabalho.

Os grevistas foram surpreendidos, esta manhã, com um forte aparato policial, sobretudo da Unidade de Reacção e Patrulhamento (URP), em frente à empresa, que os reprimiu violentamente, com bastões e gás lacrimogénio.

Neste momento, a Polícia Nacional continua no local, a intimidar trabalhadores s e há relatos de detenções.

A direcção da ELISAL prometeu ao Novo Jornal esclarecimentos sobre a greve, mas até agora não se pronunciou.

Segundo a comissão sindical da ELISAL, a greve que começou esta quinta-feira,11, serve para reivindicar o não cumprimento dos pontos do caderno reivindicativo apresentado à entidade patronal em finais de 2025.

O sindicato diz que a paralisação estava inicialmente marcada para 18 de Janeiro, mas foi suspensa devido a um entendimento com a direcção da ELISAL.

Ao Novo Jornal, Carlos António, secretário para informação da comissão sindical dos trabalhadores da ELISAL, contou que a suspensão da greve foi interrompida porque até agora a direcção da empresa e os trabalhadores não chegaram a nenhum consenso.