Em comunicado publicado nesta segunda-feira pelos órgãos de comunicação social moçambicanos, a AT faz saber que foram identificadas duas sociedades comerciais com denominações que sugerem tratar-se da Unidade de Grandes Contribuintes de Maputo.

"Os métodos empregues pelos infractores consistiam, na maioria dos casos, no desvio de cheques destinados ao pagamento de dívidas tributárias na Unidade de Grandes Contribuintes de Maputo e na Direcção da Área Fiscal do Primeiro Bairro de Maputo, depositando-os nas contas bancárias de que eram titulares, seguindo-se ao saque dos respectivos montantes em numerário", diz a nota.

O fisco moçambicano indica ainda que as sociedades supostamente envolvidas no referido esquema fraudulento forjam exemplares do Boletim da República, o jornal oficial do Estado, para publicitarem a denominação das suas entidades.

Fenómenos desta natureza, refere a AT, dão a entender que se trata de uma associação criminosa, envolvendo pessoas ligadas aos contribuintes e alguns funcionários da Administração Tributária.

"Os funcionários da Administração Tributária, em associação criminosa, directa ou indirecta, mal identificados, serão imediatamente penalizados através de medidas administrativas previstas por lei, cabendo às entidades competentes o tratamento de matérias de índole criminal", lê-se no comunicado.

Recentemente, o Banco de Moçambique denunciou pessoas que apresentavam-se como funcionários da instituição, enganando candidatos a emprego a pagar dinheiro em troca de uma vaga no banco central moçambicano.

Angop/NJ