Com 50 mil watts de som assegurados, Margareth subiu a um palco à altura das circunstâncias e começou por aquecer o público com temas como Mana Zinha, Temperatura e Dikanza, que levaram os assistentes ao rubro.

Pouco depois, Tiviné interpretou em umbundo as suas músicas Etambo e Kanamena, nos estilos tchiandu, kangondó, quilapanga e kwassa, recebendo igualmente muitos aplausos dos presentes.

Bessa Teixeira provou que continua a ser um caso ímpar de popularidade, atingindo várias faixas etárias. Correu e dançou pelo palco sem dar mostras de cansaço, apesar dos seus 49 anos de idade.

Após ter interpretado Sulula, canção bastante aplaudida e acompanhada pela plateia, o artista cantou Bunji, uma música que simboliza a paz e o crescimento de Angola.

Com longos solos de guitarra e percussão, alguns deles foram chamariz para o público, Sabino Henda deu preferência a uma rapsódia musical em que apresentou seus maiores sucessos como Embrião, Ongueva Yo Tila e Poeira Velha.

Outrossim, Carlos Albano, muito discreto, e Justino Handanga, com predominância rítmica para canções em língua nacional umbundo, subiram também ao palco e fizeram o público vibrar.

Enquanto isto, Martinho Kangala cantou o tema Olila (que em português significa está a chorar), uma linha rítmica e melódica dos Va-Hanha, do grupo etnolinguístico dos Ovimbundu.

Boa tarde Benguela. Viva a Independência. Aqui W-King, cumprimentou o cantor apelidado rei da Jamaica a uma vasta assistência ansiosa, que eufórica cantava consigo a música Onde tem ciente tem magala, a qual conta histórias do dia-a-dia dos angolanos, em especial dos musseques de Luanda.

No espectáculo, a que assistiram mais de 35 mil pessoas, a banda FM, de Benguela, teve Mona Itepo como baterista, Armando (alternou entre percursão e vocalista), Zay (guitarrista), Padre (solista), Lázaro (guitarrista ritmo), Didi (tecladista), Linda e Moza (coristas).

O show foi antecedido pela actuação do grupo carnavalesco Bravos da Vitória, da Catumbela, que lidera o ranking do entrudo em Benguela, com 22 títulos, bem como do conjunto folclórico Kaumba do Balombo.

Um dos melhores momentos do acto, no qual houve também demonstração de quadros humanos com as cores da Bandeira Nacional, foi a exibição de dois paraquedistas que se lançaram de um helicóptero da Força Aérea Nacional e prenderam a atenção dos presentes.

No entanto, falando à Angop no final do espectáculo os músicos participantes mostraram-se regozijados por fazerem parte do mesmo, realçando a importância de que se reveste a data, 11 de Novembro.

Angop