"Eu sou sempre o mesmo na forma como abordo as minhas temáticas, mas diferente na qualidade musical. O homem deve evoluir no tempo para não ficar desactualizado", disse o músico antes da conferência de imprensa que visava apresentar o seu álbum "Terra a Terra".

Neste novo trabalho, a ser colocado à disposição do público no dia 21 de Dezembro, no Parque da Independência, em Luanda, Yannick Afromen mostra-se muito preocupado com o que canta e para quem o entoa, apesar de não se desligar totalmente da forma antiga de se produzir hip-hop.

"Tenho dito sempre, faz algo de bom porque o artista passa, mas as obras permanecem. Antes cantava sobre mim, hoje tenho que cantar e ser exemplo para minha legião", referiu.

Um dos rappers mais populares de Angola, Yannick Afromen diz que não vai apresentar um disco melhor que o anterior (Mentalidade), mas um que possa atingir às expectativas dos fãs.

"A proeza não se repete (...) Por isso falo e escrevo aquilo que sinto, direccionando a minha música para o coração", salientou, realçando o progresso que a sua carreira atingiu.

O disco tem 19 faixas e conta com a participação de músicos como Celso Mambo, Tóto, Sichamolonengue, Sara Dem e Loromance.

Yannick iniciou a sua carreira em França, onde residia, em 1989, cantando em estilo livre (freestyle). No seu regresso ao país, em 1995, juntou-se a Mumú e Kitess e formaram o grupo Afro Man. Depois da morte do primeiro elemento e de o segundo ter emigrado, tornou-se no único integrante do conjunto.

Angop / Novo Jornal