Na competição ganha pelas soviéticas, as angolanas, treinadas por Beto Ferreira terminaram na cauda a fase preliminar, já que averbaram apenas derrotas, no grupo C, ao lado da Alemanha, Dinamarca e União Soviética.

Como era de esperar, as "novatas" africanas, ainda emocionadas pelo feito inédito, foram à Ásia apenas participar. A "odisseia" custou em seis jogos igual número de derrotas, além de 78 golos sofridos e 38 marcados na primeira fase.

Na consolação do 13º ao 16º lugar, Angola foi superada pela França (20-24), Suécia (14-28) e Canadá (21-25). Apesar das melhorias em relação à etapa inicial do evento, as embaixadoras continentais só conseguiram equilibrar dois desafios: com as gaulesas e canadianas, pois as nórdicas mostraram superioridade incomparável.

O "sete" nacional estreou-se frente às germânicas e perdeu por 16-28, seguindo-se União Soviética (15-28) e fechou com 7-22 diante da poderosa Dinamarca. Se na etapa derradeira as angolanas marcaram mais (55) e consentiram menos (77), o susto do baptismo resultou em 38 golos apontados e 78 averbados.

As derrotas mais pesadas foram diante da Noruega (saldo de 15 golos negativos), Suécia (-14) e União Soviética (-13), mas equilibrou em dois (França; Canadá, -4). Enfim, a 16ª e última posição foi inevitável para as campeãs africanas de então, embora tenham deixado sinais de melhorias em edições seguintes.

A classificação final em 1990 ficou assim ordenada: 1 - União Soviética, 2 - Jugoslávia, 3 - Alemanha, 4 - Rep. Democrática da Alemanha, 5 - Áustria, 6 - Noruega, 7 - Roménia, 8 - China, 9 - Polónia, 10 - Dinamarca, 11 - Coreia, 12 - Bulgária, 13 - Suécia, 14 - França, 15 - Canadá e 16 - Angola.

Angop / Agora