Agricultura, Comércio , Indústria e Serviços são os sectores fustigados pelo transbordo das águas do rio Cavaco, arredores da cidade capital, havendo operadores com necessidade de apoio financeiro, equipamentos, reposição de stock, infra-estruturas, crédito e isenções ou facilidades administrativas.

Estes dados são hoje, 23, apresentados ao ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, em visita de trabalho à frente de uma delegação da equipa económica do Governo angolano.

Um informe endereçado ao governador provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior, indica que as cheias afectaram 869 trabalhadores, sendo que os operadores com prejuízos, há mais de duzentos e cinquenta dias sem financiamento, empregavam 2.441 colaboradores.

De acordo com fonte ligada ao Governo Provincial de Benguela, os números da tragédia, uma compilação feita pelo Gabinete Provincial para o Desenvolvimento Económico Integrado, indicam que existem 16 unidades fabris totalmente paralisadas, nove parcialmente e 26 em "situação normal".

Um dia após o anúncio da linha de crédito, também para outras províncias do Centro Sul, José de Lima Massano está no Pólo de Desenvolvimento Industrial da Catumbela (PDIC), onde visita quatro empresas do ramo alimentar, e aborda com operadores afectados os critérios para o acesso aos apoios.