Benguela é, actualmente, a província com o maior número de construções paradas em todo o País. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), liderou o "ranking" nacional por dois trimestres consecutivos: no primeiro deste ano registou 1.046 projectos paralisados e, no segundo, contabilizou 1.037. Este número recente representa 23,3% - ou seja, quase um quarto - do universo de 4.450 obras paradas em todo o País. Os dados do INE indicam que a província tinha, nos três primeiros meses do ano, apenas 12 obras em execução e, no segundo trimestre, reduziu para somente quatro projectos activos.
Depois de Benguela, o Uíge, com 389 construções interrompidas, foi a segunda província com mais obras paradas, num "top 3" finalizado pelo Bié, com 309. Em contrapartida, um dado curioso que saltou à vista foi o comportamento de Luanda: enquanto no primeiro trimestre a capital registava 368 construções paradas, no segundo esse indicador caiu drasticamente para apenas quatro, demonstrando uma "forte" retoma ou regularização dos projectos locais.
A nível nacional, o cenário geral mostra que quase 80% de todas as obras visitadas pelo INE estavam paradas: das 5.691 infra-estruturas fiscalizadas, quatro mil 450 encontravam-se paralisadas e apenas mil 241 estavam efectivamente em construção. Destas obras visitadas, cinco mil 155 são residenciais e 536 não-residenciais (constituídas por indústria, comércio, hospitais, escolas, escritórios, igrejas e hotéis).
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