Como caracteriza o crescimento económico e social da província do Moxico?

Eu assinalaria o crescimento económico e social do Moxico como um processo de transformação com perspectivas muito positivas, sobretudo porque a província tem condições para deixar de ser vista apenas como a maior em extensão territorial e passar a afirmar-se como um importante pilar de produção, circulação e distribuição de bens no País.

Temos duas grandes vantagens: água e terra. O Moxico dispõe de vastasáreas de terras aráveis e de importantes recursos hídricos, o que cria condições muito favoráveis para o desenvolvimento da agricultura, da pecuária e de toda a cadeia da agroindústria.

Ao invés das autarquias, o Executivo dividiu o território de 18 para 21 províncias. Que benefícios elenca da DPA na qualidade degovernador de uma província dividida?​

A Divisão Político-Administrativa e as autarquias são processos distintos e complementares. O Executivo mantém o compromisso com a institucionalização do poder autárquico, conforme inclusive assegurou Excelência Presidente da República e Titular do Poder Executivo, João Manuel Gonçalves Lourenço.

Sucede que a nova DPA é a solução que melhor se adapta à nossa realidade, ao nosso contexto. Temos a consciência que as autarquias deverão acontecer, mas a seu tempo e quando todas outras condições precedentes estiverem concretizadas. No Moxico não somos velocistas, apreciamos às boas maratonas!

A província do Moxico foi, desde sempre, caracterizada por uma elevada dispersão populacional. É uma realidade que ainda persiste e que ganha particular relevância se tivermos em conta que continuamos a falar da maior província do País em extensão territorial. Por isso, vejo hoje como um dos principais benefícios da nova Divisão Político-Administrativa a aproximação do Estado às populações, através de serviços públicos e as oportunidades de desenvolvimento para mais perto das pessoas.

Mas esta posição contrasta com a visão dos munícipes...​

A elevação de determinadas unidades territoriais à categoria de município, tem estado a propiciar mais recursos e mais poder de decisão.

É, por isso, também, uma grande oportunidade na nossa economia local.

Queremos municípios capazes de apoiar a produção, facilitar o investimento, estimular o empreendedorismo e criar emprego, permitindo deste modo que os investimentos deixem de estar, excessivamente, concentrados no Luena e passam a acontecer de forma mais equilibrada em todo o território.

Mas há uma dimensão estratégica que não podemos perder de vista, as nossas fronteiras. Com a aprovação do Regime Financeiro Local, através do Decreto Presidencial n.º 40/18, de 09 de Fevereiro, parte das receitas geradas no próprio município reverte-se a seu favor, reforçando a capacidade financeira local, permitindo que uma maior parcela dos recursos gerados no território seja canalizada para responder às necessidades das populações e financiar o desenvolvimento local.

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