Os futebolistas congoleses, quase todos a actuar fora do país, assim que surgiram os primeiros alertas globais sobre a epidemia que surgiu no leste da RDC há pouco mais de um mês, segundo medias locais, fizeram pressão para a mudança de local do estágio.
Outra razão para esta mudança de planos no âmbito da preparação da equipa nacional congolesa é que os Estados Unidos da América, país que acolhera a competição, em Junho, não autoriza a entrada de pessoas que tenham estado recentemente na RDC.
E não é para menos, visto que, além de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter emitido um alerta global de risco de saúde pública, esta infecção já matou mais de 140 pessoas na RDC, havendo já registo de casos no vizinho Uganda.
Além deste vizinho, o Uganda, também o Ruanda já fechou as fronteiras com o Congo para reduzir as probabilidades de dispersão do vírus, que é altamente contagioso e letal, não havendo, para este estirpe específico do vírus, Bundibugyo, uma vacina ou tratamento reactivo.
Esta epidemia (ver links em baixo), a 17ª na RDC desde que o vírus foi, pela primeira, na década de 1970, encontrado em humanos, começou na província de Itúri, passando depois para o Kivu Norte, e agora já há registo de pelo menos uma morte no Uganda e, segundo a congolesa Radio Okapi, um caso de morte no Kivu Sul, por febre hemorrágica, faltando confirmar laboratorialmente que se trata de Ébola.



