O acordo, que foi anunciado por fontes da Casa Branca citada pelos media norte-americanos, e também já tinha sido divulgado pelos media iranianos, é na forma de um Memorando de Entendimento que garante mais 60 dias sem guerra e criar as condições para acomodar as posições de ambos os lados, incluindo, entre outros temas, a abertura do Estreito de Ormuz e o levantamento das sanções ao Irão.
O documento carece ainda, ao final da tarde desta quinta-feira, 28, da aprovação do Presidente dos EUA Donald Trump mas, segundo a Al Jazeera, a Casa Branca confirmou que os dois países chegaram efectivamente a um entendimento.
E, segundo The Guardian, o próprio Donald Trump, depois de ter negado com agravo a notícia da televisão estatal iraniana sobre a existência deste documento, partilhou uma versão preliminar por alguns aliados dos EUA, incluindo Israel e países europeus.
A partir dos dados compilados nas diversas fontes que expuseram o conteúdo deste Memorando de Entendimento é possível perceber que em destaque está a abertura do Estreito de Ormuz num prazo de 30 dias, embora num formato ainda por definir mas sem que o Irão vá cobrar "portagens".
Está ainda a ser dado como certo que o bloqueio naval dos EUA aos portos do Irão será levantado num prazo semelhante e ainda haverá lugar à devolução a Teerão de mais de 12 mil milhões USD em fundos retidos no estrangeiro ao abrigo das sanções internacionais ao país. (ver links em baixo)
Quanto ao mais melindroso dos temas, que é o programa nuclear iraniano, que Trump tem repetido que nunca poderá evoluir para um patamar de uso militar, este terá o calendário mais alargado, até 60 dias para serem definidos os tramites em que será negociado.
Além de discutir o futuro do programa nuclear iraniano, em cima da mesa estará ainda o destino a dar aos mais de 400 kgs de urânio enriquecido a uma percentagem pré-militar, de 60%, à beira de poder ser usado para fabrico de uma ogiva nuclear, sendo que negociações terão apoio técnico da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA)
Com este anúncio, os mercados petrolíferos reagiram de imediato e o barril de Brent estava já quase à hora de fecho nos 93 USD, uma descida substantiva que vinca claramente a ideia de que os analistas de serviço acreditam que o reatar da guerra está agora mais longe e a abertura do Estreito de Ormuz, por onde passa(va) 20% do crude e do gás mundialmente consumidos, mais perto.










