Durante vários anos, as importações de milho eram justificadas pela baixa produção interna, de acordo com o economista Octávio Pedro. Em contrapartida, com a colheita a ultrapassar os 3,6 milhões de toneladas, essa explicação perdeu consistência.

Para o especialista, que escreveu um artigo de opinião publicado na edição 946 do Novo Jornal, intitulado "Milho importado: seis navios, 123 mil toneladas e uma sentença contra a produção nacional", refere que a persistência das compras no exterior evidencia dificuldades em fazer chegar o produto aos consumidores e à indústria transformadora.

Segundo o especialista, a aparente contradição entre o crescimento da produção e a necessidade de recorrer ao mercado externo demonstra que o principal desafio deixou de ser apenas produzir mais. "O debate desloca-se, agora, para a eficiência da logística, da comercialização e da coordenação institucional", afirmou.

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