"O acordo com a República Islâmica do Irão está agora finalizado ", escreveu o Presidente norte-americano, poucos minutos depois de o mediador paquistanês o ter anunciado na rede social X, na madrugada de segunda-feira, hora do Paquistão.
Segundo Shehbaz Sharif , primeiro ministro paquistanês, as duas partes declararam o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano, e os mediadores promoverão uma série de reuniões durante esta semana".
"Estas discussões prévias à aplicação do acordo lançarão as bases para conversações técnicas e para a cerimónia oficial de assinatura", divulgou Shehbaz Sharif na rede social X. O primeiro-ministro paquistanês tem sido o mediador-chave do atual conflito no Médio Oriente.
"Autorizo totalmente a reabertura do Estreito de Ormuz sem taxas de trânsito e, simultaneamente, o levantamento imediato do bloqueio naval dos EUA. Navios do mundo, liguem os vossos motores. Deixem o petróleo fluir!", escreveu Trump ppoucos minutos depois.
Ao anunciar que a cerimónia oficial de assinatura do acordo será na sexta-feira, 19, na Suíça, Shehbaz Sharif manifestou publicamente gratidão aos Estados Unidos e ao Irão "pelo seu empenho em alcançar uma solução diplomática para o conflito".
"Queremos também reconhecer os nossos irmãos na mediação", disse Shehbaz Sharif, referindo-se ao Qatar "pelo seu apoio na obtenção deste acordo", à Arábia Saudita pela sua "liderança visionária" e à Turquia "pelas suas imensas contribuições"
Israel demarca-se e diz que o seu exército vai manter posições no sul do Líbano
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, já veio avisar que o exército tenciona manter posições no sul do Líbano, demarcando-se da assinatura do acordo entre os Estados Unidos e o Irão para pôr fim à guerra.
As tropas israelitas vão permanecer nas zonas de segurança do Líbano, da Síria e de Gaza por "tempo indeterminado", disse o ministro da Defesa de Israel através de um comunicado.
No mesmo documento, Katz acrescentou que os militares de Israel vão manter posições para defender a fronteira e os colonatos israelitas "contra elementos jihadistas".
"A área vai ser desocupada e todas as infra-estruturas terroristas, tanto subterrâneas como acima do solo, vão ser destruídas", acrescentou Israel Katz referindo-se ao Hezbollah.
O acordo a ser assinado entre Washington e Teerão procura interromper as hostilidades que começaram a 28 de Fevereiro, após a ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel que resultou na morte do Líder Supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei.





