Os acordos foram rubricados pelo secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores (Mirex), Eduardo de Jesus Beni, e pelo embaixador da China em Angola, Gao Kexiang, que sublinhou o crescimento das relações sino-angolanas ao longo dos anos.
Segundo o diplomata, as condições da embaixada da China em Angola já não satisfazem as necessidades do desenvolvimento das relações bilaterais, o que fez com os dirigentes dos dois países trocassem opiniões no sentido de comprar um terreno para a construção da nova embaixada da China em Angola.
De acordo com o embaixador Gao Kexiang, "a parte chinesa vai manter contacto e coordenação com a parte angolana para a concretização dos trabalhos relacionados com o arranque da obra o mais cedo possível".
"Estou convicto de que o novo edifício da embaixada da China no país servirá melhor o desenvolvimento das relações sino-angolanas", disse o diplomata chinês, agradecendo ao Executivo angolano pela atenção e pelo apoio prestado.
Por sua vez, o secretário-geral do Mirex, Eduardo de Jesus Beni, salientou que este acto cumpre uma das atribuições da Convenção de Viena, e assenta na reciprocidade das relações diplomáticas.
Acrescentou que Angola também está empenhada no processo que visa a construção de uma nova embaixada de Angola em Pequim.
"A China é um país que é muito grato para Angola, porque logo após a conquista da paz se prontificou em ajudar a erguer e modernizar o país com nova infra-estrutura e isso traduz-se na materialização e cumprimento de mais uma directiva do Executivo angolano no plano diplomático, que é de conceder um espaço condigno para que os diplomatas acreditados em Angola possam trabalhar", disse Eduardo Beni.
Domingos Cazuza / Novo Jornal
