Os gabinetes da instituição ocupam o 1º e o 2º piso, de um edifício de 10 andares construído de raiz, na intercessão entre as ruas Major Marcelino Dias e Nicalou Gomes Spenser, no Bairro Maculuso, distrito urbano da Ingombota, em Luanda.

O imóvel foi entregue pelo director nacional do Património do Estado do Ministério das Finanças, Sílvio Burity, ao Ministério das Relações Exteriores, através do seu secretário -geral, Eduardo Beny, em representação do titular da pasta, Georges Chikoti.

O espaço onde funcionava a Comissão não correspondia as necessidades do órgão e como Angola tinha a responsabilidade de ceder as instalações, assumida por altura da constituição da organização, em 1999, o Executivo entendeu conceder este imóvel, disse.

Segundo Eduardo Beny, as instalações oferecem condições óptimas para o bom funcionamento do órgão, acrescentando que, ainda assim, são provisórias porque o Executivo propõe-se construir, nos próximos dois anos, um edifício definitivo para a Comissão.

Angola continua preocupada em honrar os seus compromissos e estamos disponíveis para prestar todo o apoio necessário à Comissão naquilo que se consubstancia com a sua actividade, sublinhou o responsável.

Criada em 1999, a CGG integra oito Estados-membros, nomeadamente Angola, Camarões, Congo Democrático, República do Congo, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Gabão e Guiné Equatorial, que actualmente detêm a presidência rotativa.

A última cimeira da organização, realizada em Agosto deste ano, ficou marcada pela passagem da presidência de Angola para a Guiné Equatorial, e do Secretariado Executivo de São Tomé e Príncipe para a Nigéria.

Designado para o cargo em 2009, o antigo Presidente de São Tomé, Miguel Trovoada, foi substituído pela nigeriana Adenique Florentine.

Segundo observadores, a pirataria marítima é um dos desafios com o qual se depara a organização, uma vez essa prática tem vindo a ganhar corpo nos últimos anos, tal como reconheceu recentemente o Bureau Internacional Marítimo.

Angop