Citando "informações exclusivas", o portal adianta que as investigações apontam que "Angola virou um paraíso fiscal e é "sede" de nova rede de doleiros abastecidos com dinheiro oriundo da corrupção brasileira".
Um dos nomes no centro das suspeitas é o do publicitário João Santana, que, com a mulher, Mônica Moura, multiplicou negócios e influências no país. É disso exemplo a última campanha para a reeleição do Presidente José Eduardo dos Santos, em 2012, que terá rendido à Pólis, empresa do casal, cerca de 50 milhões de dólares.
Sob investigação das autoridades brasileiras, de acordo com o UOL, está não apenas o desvio de dinheiro através de empresas estatais, como a petrolífera Petrobras, mas também transferências de outros países, como a Suíça, para Angola.
Adiantando que "já há confirmação de pagamentos ilegais feitos a empresas nacionais naquele país, como a Pólis", o portal lembra que João Santana e Mônica Moura estão presos desde 23 de Fevereiro passado.
Para além da investigação ao casal, "há suspeitas de que o país africano abrigou em algum momento negociações para a compra dos caças suecos Grippen pelo governo brasileiro", escreve o site, adiantando que as suspeitas não se esgotam a Angola.
"Outros países como Nigéria, Moçambique e República Dominicana também estão na mira dos investigadores".
Segundo o UOL "a reportagem entrou em contacto, por email, com a Embaixada de Angola em duas oportunidades, nos dias 31 de Março e no dia 1º de Junho", tendo solicitado "uma posição do Governo angolano a respeito de uma possível colaboração com a Lava Jato, no repasse de informações sobre dinheiro que estaria sendo "lavado" naquele país".
O portal conclui dizendo que a embaixada não respondeu.
