Segundo a PGR, o arguido Higino Carneiro, usou fundos públicos indevidamente para a aquisição de viaturas e simulou contratos para gastar os fundos em seu benefício e de terceiros.

Por isso, fundamenta a PGR, tanto o crime de peculato como o de burla qualificada, não admitem retirada da queixa.

Higino Carneiro compareceu esta quarta-feira,13, na sede da PGR, onde foi informado da reabertura do processo, tal como avançou o Novo Jornal.

Entretanto, fonte próxima do queixoso, o empresário Rui Marinho, que pediu a abertura do processo e mais tarde retirou a queixa, contou ao Novo Jornal que o gestor ficou surpreendido com a reabertura do processo, pois aguardava há meses pela solicitação de homologação de desistência da queixa.

Segundo a fonte, a empresa RCMJ - Investimentos, Lda, do empresário Rui Marinho, recebeu "com elevado espanto" a notícia da reabertura do processo.

Após ser notificado, Higino Carneiro saiu da PGR com uma certeza e uma acusação: "Alguém está a usar o sistema judicial" para o afastar da corrida à liderança do MPLA.

"Fui confrontado com uma nova realidade. Mas estamos preparados para dar resposta conforme mandam as regras", afirmou Higino Carneiro, assumindo surpresa perante a reactivação de um processo que considerava definitivamente encerrado.

Para o político, a coincidência entre o momento da reabertura do processo e a sua candidatura à liderança do partido não é casual. Há, na sua convicção, uma "mão invisível" por detrás deste renascimento - "uma força que agiu deliberadamente para o fragilizar num momento politicamente sensível".