O militante João de Almeida Martins "Jú Martins", mandatário para o processo de candidatura de João Lourenço, entregou à subcomissão criada para o efeito 11.118 subscrições recolhidas nas 21 províncias do País.

Questionado sobre o facto de o actual presidente do partido ser o coordenador da preparação do 9º congresso e ao mesmo tempo pré-candidato, João de Almeida Martins, respondeu que João Lourenço abdicará nas vésperas da realização do conclave.

Refira-se que o presidente do MPLA, João Lourenço, apresentou, no sábado, 09, em Luanda, a intenção de recandidatura à presidência do partido, durante uma reunião do Bureau Político do Comité Central, que manifestou apoio incondicional à decisão.

Se, no próximo congressso, João Lourenço for o candidato mais votado, poderá indicar o próximo candidato do MPLA à Presidência da República nas eleições de 2027, visto que João Lourenço está impedido pela Constitução de concorrer a um terceiro mandato.

Na corrida estão agora quatro pré-candidatos, embora apenas haja agora quatro candidaturas efectivamente entregues na subcomissão.

Higino Carneiro foi o primeiro a manifestar a intenção de se candidatar, logo seguido de José Carlos de Almeida e de António Venâncio. No final desta semana também Irene Neto deu a conhecer, ao Novo Jornal, a sua intenção de se candidatar.

Segundo o regulamento, todos os militantes no pleno gozo dos seus direitos estatutários podem candidatar-se, desde que não estejam abrangidos por inelegibilidades, sendo exigido um tempo mínimo de militância que varia entre cinco e 15 anos, conforme o cargo almejado.

Para a candidatura ao cargo de presidente do MPLA, os proponentes devem reunir o apoio de pelo menos 5.000 militantes, distribuídos por todas as províncias do País, garantindo base de suporte geograficamente distribuída e representativa da estrutura nacional.