A preocupação da subcomissão surge na sequência da circulação nos últimos dias, de uma alegada ficha anónima de apoio político, que estaria a ser distribuída por indivíduos que se apresentam como emissários de estruturas do partido, incluindo o secretariado-geral e direções provinciais e municipais.

De acordo com o documento, estes emissores estariam "a incentivar, ou mesmo a coagir militantes" a assinarem a ficha sem a identificação explícita do candidato beneficiário do apoio.

Neste sentido, a subcomissão reafirma a sua preparação para recepcionar candidaturas, prestar esclarecimentos e disponibilizar toda a documentação oficial de suporte às candidaturas aos órgãos individuais e colegiais do MPLA, no quadro do 9º congresso ordinário, a acontecer entre os dias 9 e 10 de Dezembro.

Entre estes, refere a subcomissão, estão o formulário modelo para a Declaração de Apoio e o Mapa de Suporte para a recolha de assinaturas, documentos aprovados pela comissão nacional preparatória do 9º congresso ordinário do MPLA.

A subcomissão de candidaturas, segundo apurou o Novo Jornal, tem como principais competências recepcionar, analisar e validar as candidaturas aos órgãos individuais e colegiais do partido, bem como elaborar relatórios a submeter às instâncias competentes.

Segundo o regulamento, todos os militantes no pleno gozo dos seus direitos estatutários podem candidatar-se, desde que não estejam abrangidos por inelegibilidades, sendo exigido um tempo mínimo de militância que varia entre cinco e 15 anos, conforme o cargo almejado.

Para a candidatura ao cargo de presidente do MPLA, os proponentes devem reunir o apoio de pelo menos 5.000 militantes, distribuídos por todas as províncias do País, garantindo base de suporte geograficamente distribuída e representativa da estrutura nacional.

Os restantes níveis exigem entre mil e 2.500 subscritores, estabelecendo escalas diferenciadas conforme a importância e alcance do cargo a ser disputado.

O 9º Congresso Ordinário do MPLA está agendado para os dias 09 a 10 de Dezembro de 2026 tem o lema "MPLA - Compromisso com o Povo e Confiança no Futuro", visa discutir a orientação política, definir estratégias para os próximos anos e consolidar as estruturas do partido.

Até ao início de 2026, pelo menos dois nomes manifestaram publicamente a intenção de se candidatar à presidência do MPLA, visando o 9º congresso ordinário.

Trata-se do general na reserva Higino Carneiro e do militante António Venâncio, que já manifestaram o desejo de se candidatar à liderança do partido.

O congresso contará com 3.000 delegados de todo o País e da diáspora, marcando o início do mandato 2026-2031.

Entre as principais novidades no congresso destaca-se a redução do Comité Central para 593 membros