Sílvia Lutucuta, que considera a vacina uma "arma forte e segura" na luta contra a doença, garantiu, na abertura da Feira de Saúde, em alusão ao Dia Mundial da Malária e da Semana Africana de Vacinação, que estão em preparação as condições necessárias para a concretização desta medida.

A ministra afirmou que o Executivo continua a negociar com fornecedores internacionais e a estabelecer parcerias público-privadas com a Global Aliança para as Vacinas (GAVI), avançou esta segunda-feira a agência de notícias Angop.

A malária continua a representar um dos maiores desafios de saúde pública em Angola, reconheceu a ministra, lembrando que, em 2025, o país registou mais de 11,2 milhões de casos, que resultaram em 11.260 mortes, com uma redução de cerca de 47 mil casos e de 200 óbitos face a 2024.

As vacinas contra a malária foram já introduzidas em 25 países africanos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que defende que a resposta à malária não pode limitar-se ao sector da saúde e que a eliminação da doença exige acção coordenada, multissectorial e responsabilidades partilhadas.

"O Governo lidera a estratégia, assegura um financiamento previsível, integra o combate à malária nas políticas de desenvolvimento, investe em saneamento básico, habitação condigna e gestão ambiental, e utiliza dados para orientar as decisões", reforça a OMS.

Segundo a OMS, "as lideranças locais e comunitárias devem promover comportamentos preventivos e reforçar a utilização correcta das redes mosquiteiras e das outras ferramentas ao seu alcance".

"Os parceiros e o sector privado podem acelerar o impacto, apoiando a inovação, a logística e soluções resilientes às alterações climáticas. Nas comunidades, a prevenção começa em casa: as famílias devem eliminar as águas paradas, proteger crianças e mulheres grávidas, procurar cuidados de saúde atempadamente e partilhar informação correcta, afirma ainda a OMS.

A Organização Mundial da Saúde chama a atenção para estudos da OMS e dos seus parceiros que indicam que cada dólar investido na prevenção e controlo da malária pode gerar até 36 dólares de retorno económico, ao reduzir os custos de tratamento, aumentar a productividade, melhorar a frequência escolar e impulsionar o crescimento sustentável.