O também presidente da Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP), citado pela Televisão Pública de Angola (TPA), disse que após cinco anos de buscas e pesquisas com recurso a diversos equipamentos tecnológicos, foi possível identificar um espaço no Cemitério do 14 de onde estão a ser retiradas ossadas de mais de 500 pessoas.

"Os restos mortais serão encaminhados para exames laboratoriais, com vista à confirmação das identidades e ao apoio às famílias no processo de reconhecimento dos seus entes queridos", disse o governante.

Para o efeito, explicou que será divulgada uma lista na Unidade Central de Criminalística, em Luanda, bem como nas restantes províncias do país, de modo a permitir aos familiares efectuar a recolha de amostras de ADN para testes de compatibilidade.

A CIVICOP, criada em 2019, dedica-se a localizar ossadas, identificar vítimas e promover memoriais sobre os conflitos políticos entre 11 de Novembro de 1975 e 04 de Abril de 2002.

Em Angola já foram exumados, neste âmbito, restos mortais de 316 vítimas em oito províncias desde 2021, com 3.248 certidões de óbito emitidas e cerca de 500 famílias com reclamações activas.

O processo busca entregar restos mortais e certidões de óbito para encerrar capítulos de incerteza para muitas famílias angolanas, muitas vezes com forte carga simbólica de reconciliação.