O arguido compareceu em tribunal, escoltado pelo Serviço Penitenciário, mas não desceu da viatura para a sala de julgamento, pois foi informado sobre o adiamento da sessão.
O julgamento retomaria esta quinta-feira, 29, mas acabou por ser adiado por tempo indeterminado, sem que, no entanto, tenha sido fundamentado o adiamento pelo tribunal.
Inicialmente, este julgamento estava agendado para o passado dia 15, mas foi suspenso e marcado por controvérsia, após o tribunal, em sede de questões prévias, ter decidido colocar em liberdade, por excesso de prisão preventiva, o polícia acusado.
Perante a polémica, o próprio tribunal recuou na decisão e determinou a manutenção da prisão preventiva do arguido.
Por isso, Hélder Dimas Paulino voltará ao tribunal na condição de preso, sob custódia do Serviço Penitenciário.
O arguido é acusado do crime de homicídio qualificado e foi detido em Novembro de 2025, quando tentava fugir do país.
O crime aconteceu por volta das 02:00 do dia 22 de Novembro, numa loja de conveniência de um posto de combustível no Morro Bento, quando a vítima se dirigiu à caixa para efectuar o pagamento.
Na ocasião, o então 1º subchefe da DIIP, que estava à civil, mas armado com uma pistola, também se dirigiu ao local e exigiu ser atendido de imediato, sem esperar pela sua vez, situação que gerou uma discussão entre ambos.
Depois de a vítima ter saído do interior da loja, o arguido foi atrás dela, disparou um tiro à queima-roupa e fugiu. Acabou por ser detido pela Polícia Nacional na província do Cunene.
