O galardão foi entregue no segundo dia de trabalhos da 39ª Sessão da Conferência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, que começou no dia 6 de Junho e decorre até dia 13 na capital da Itália.

A delegação angolana ao evento é chefiada pelo ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga, e dela fazem parte o Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário de Angola na Itália e Representante Permanente junto da FAO, do PAM e do FIDA, Florêncio de Almeida, e altos funcionários do Ministério da Agricultura.

Angola integra um grupo de 29 países que merecem o reconhecimento da FAO por terem conseguido alcançar a primeira das metas dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, de reduzir para metade a prevalência de desnutrição até 2015 e da Cimeira Mundial da Alimentação de 1996, ocasião em que os governos se comprometeram a reduzir para metade o número absoluto de pessoas subnutridas até 2015.

Estes dados figuram do relatório da ONU sobre "O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2015" que monitoriza 129 países e que apresenta estimativas segundo as quais caiu para 795 milhões o número de pessoas com fome no mundo, menos 10 milhões de pessoas que em 2014 e menos 167 milhões que na década entre 2000 e 2010.

Entretanto, Angola votou a favor da reeleição de José Graziano da Silva, como director-geral da FAO para cumprir mais um mandato de quatro anos. A eleição foi o destaque na agenda do primeiro dia da Conferência Anual da FAO, cuja sessão de abertura contou com os discursos dos presidentes da Itália, Sérgio Mattarella e do Chile Michelle Bachelete e ainda com uma conferência pronunciada pelo ex-Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

José Graziano da Silva apresentou-se como candidato único ao cargo e foi reconduzido com o voto de 177 dos 182 países que participam da conferência. Foi eleito pela primeira vez em Junho de 2011 e vai ocupar o cargo até Julho de 2019.

Angop/NJ