Segundo a PGR, o Estado vai continuar a lutar para que estes milhões voltem para o País, visto que é dinheiro de Angola que foi parar ao exterior de forma ilícita, através de cidadãos angolanos.

Hélder Pitta Gróz assegura que o Estado tem uma base legal justa para exigir às autoridades estrangeiras o repatriamento destes milhões.

Em fim de mandato na liderança da Procuradoria-Geral da República (PGR), e com o seu substituto a poder ser anunciado a qualquer momento pelo Presidente da República, após a eleição dos concorrentes a nível do Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público (CSMMP), Hélder Pitta Gróz procurou tranquilizar os angolanos, dizendo-lhes para não ficarem preocupados que Angola venha a perder estes milhões.

"Mais tarde ou mais cedo esse dinheiro virá para Angola. Temos uma base legal justa e acabará por vir para o País", afirmou o procurador-geral.

Segundo o Governo angolano, existem mais de dois mil milhões de dólares domiciliados em países como Bermudas, Singapura e Suíça que já foram objecto de decisão da justiça angolana de perda a favor do Estado, mas cujo repatriamento ainda não foi concretizado.

A poucos dias de deixar o cadeirão máximo da PGR, Hélder Pitta Gróz, rejeitou críticas de alegado fracasso no combate à corrupção em Angola, afirmando que o País registou progressos na luta.

Em declarações à imprensa, esta terça-feira, à margem do lançamento do plano estratégico para o combate aos crimes contra a vida selvagem e ambiental em Angola, o magistrado afirmou que a corrupção é um problema de dimensão global e que nenhum Estado conseguiu eliminá-la por completo.

"Não há nenhum País do mundo que possa dizer que erradicou a corrupção", afirmou.

Aos jornalistas, Hélder Pitta Gróz disse ter dado o melhor de si na liderança da PGR, "embora não tenha agradado a todos".

Hélder Pitta Gróz reforçou que o seu mandato ficou marcado por reformas internas da PGR e pela abertura de processos envolvendo figura de destaque.