As instituições públicas do ensino especial em Luanda enfrentam várias dificuldades, a começar pela falta de assistentes sociais, situação que obriga as mães dos petizes a estar de "plantão" todos os dias. O NJ constatou primeiro a realidade da Escola do Ensino Especial do Rangel, cuja infra-estrutura está em reabilitação. Por conta das obras, os professores e alunos foram transferidos para as escolas Rei Mandume, Nimi Ya Lukeni, Jota, Rainha Lweji - n.º 1175 (conhecida popularmente como Escola da Ginguba) e para o Complexo Escolar n.º 1509 "Menino Neco".

Não há meios de ensino próprios como livros, brailles, laboratórios para o ensino especial e assistentes sociais. Há muito calor nas salas de aula, por falta de ar-condicionado nas instalações da Escola Menino Nico, onde estão provisoriamente muitos professores e alunos da instituição de ensino especial do Rangel.

A subdirectora pedagógica da escola, Lucrécia Cruz, diz ao NJ que o quotidiano da instituição é um pouco difícil, porque os alunos têm diferentes deficiências e muitos chegam à escola descompassados. "Nós temos crianças com síndromes, com autismo, com retardo no desenvolvimento cognitivo", afirma, realçando que muitas professoras têm feito trabalhos de psicólogas.

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