As províncias de Cabinda e do Kwanza-Sul registam até agora, segundo dados preliminares do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), três mortes cada, enquanto a província do Zaire registou um óbito.

A forte agitação das marés já destruiu várias embarcações em diversos pontos do litoral do País, assim como colocou em risco os moradores e os proprietários dos estabelecimentos comerciais das zonas costeiras.

Os bombeiros, em declarações ao Novo Jornal, disseram que 32 embarcações de pesca foram destruídas, assim como 19 motores e 16 redes.

A situação está a preocupar os habitantes das províncias do Namibe, Luanda, Benguela, Cabinda, Kwanza-Sul e do Zaire, visto que as ondas chegam a atingir até seis metros de altura.

O coordenador do Departamento de Vigilância Meteorológica, do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica de Angola (INAMET), Gomes Mwanza, informou que o INAMET tem emitido desde o mês de Julho avisos de ocorrência de calemas nos mares do País, e considera o fenómeno normal nesta altura do ano.

Na Ilha de Luanda, por exemplo, os moradores foram surpreendidos na semana passada com as enchentes - a água do mar chegou mesmo a atingir a estrada principal.

Em Cacuaco, as calemas estão a causar enormes prejuízos aos pescadores locais, forçando-os a deixar de exercer a actividade há duas semanas.

Situação similar vivem os pescadores das cidades do Namibe, Benguela, Cabinda, Kwanza-Sul e Zaire.

Conforme os bombeiros ao Novo Jornal, "infelizmente, alguns pescadores insistem em fazer-se ao mar, pela necessidade de sobrevivência, o que não é recomendável".

Na Ilha do Mussulo, soube o Novo Jornal, o mar está muito agitado nestes dias, mas não há relatos de situações anormais naquela península.

Face às fortes marés nas praias do litoral do País, o consumo de peixe passou a ser mais difícil para os consumidores e há relatos da subida de preço nos mercados.

Em Cacuaco e na Ilha de Luanda, como apurou o Novo Jornal, o monte de peixe está a ser vendido mais caro que o normal.

Segundo as peixeiras (comerciantes de peixe nos mercados informais) são as consequências da fraca captura de peixe. "

Neste momento não conseguimos comprar peixe para vender divido às calemas", asseguram.