Ricardo Bordalo

A vida também se escreve nas traseiras de um candongueiro 

Na parte de trás dos táxis enviam mensagens escritas, por vezes bem-humoradas, "aqui vocês perdem rede", outras menos simpáticas, "ignoro todos os inchidores". São "dicas" que expõem a personalidade do taxista, mas podem esconder uma vida dura de 15 horas por dia a furar o caótico trânsito de Luanda porque sabem que, por cada quilómetro corrido, estão um quilómetro mais perto do sonho de serem donos do carro que conduzem.

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Soma e segue o número de clientes bancários insatisfeitos com os serviços prestados nos balcões dos mais de 25 bancos comerciais que operam no sistema financeiro nacional. Segundo a Associação Angolana dos Direitos do Consumidor (AADIC), desde o início do ano já houve 245 reclamações, o que dá uma média de 3,4 por dia. O Novo Jornal foi conhecer algumas das histórias que explicam este aumento.


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Uma mulher, grávida de gémeos, deu à luz um dos bebés num posto de saúde do bairro Terra Nova, e o nascimento do segundo, devido a complicações, teve de ser na maternidade Lucrécia Paim, em Luanda, onde terá nascido morto, mas, oito dias depois, os pais ainda não viram o corpo do filho.


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Não é novidade para ninguém que as relações entre Angola e Portugal percorrem, desde 1975, terrenos escorregadios. Há quem diga mesmo que são terrenos minados. Com picos de excelência e de rugosidade visíveis. Actualmente, estão numa fase escorregadia, por causa do processo judiciai que envolve o Vice-presidente Manuel Vicente. Sobre este caso, o Novo jornal online ouviu dois analistas da realidade sociopolítica angolana, o jornalista Ismael Mateus e o sociólogo Paulo de Carvalho, e o resultado é o que se segue.


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Depois da atracção inicial, a Centralidade do Sequele, Cacuaco, como nas outras erguidas na periferia de Luanda, assistiu a uma corrida aos seus apartamentos, mas, agora, começam a surgir os problemas e, em muitos casos, a frustração que leva à saída de moradores porque não conseguem suportar os custos do ensino dos filhos, os hospitais estão longe... sem esquecer a despesa mensal com o combustível.



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Em cada esquina do distrito do Palanca nasce uma "igreja", são já às centenas os locais ocupados por seitas de quem poucos ouviram falar. A administração distrital contou 201 templos, 65 destes são ilegais. A sua proliferação é de tal ordem que as autoridades locais admitem estar preocupadas com o fenómeno e dizem que vão apertar o cerco às seitas que ali se instalam à margem da lei.



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Duas razões parecem contribuir decisivamente para as longas filas que se verificam em Luanda nas bancas das brigadas responsáveis pela actualização do registo eleitoral com vista à preparação das eleições gerais de Agosto de 2017: o aproximar do fim da primeira fase do processo... e o facto de muitas empresas estarem a exigir aos seus trabalhadores, actuais ou que pretendem admitir, que tenham o registo concluído.






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Já é possível em Luanda "apanhar um táxi" em carros de luxo ao preço do candongueiro, basta esperar no sítio do costume e escolher, porque, rapidamente, chega um Land Cruiser V8 ou um Runner, e, com sorte, até um BMW X6... Tudo porque, como disse ao Novo Jornal Online um destes "taxistas" privados, "o game está violento", ou, que é como quem diz, com a crise é preciso desenrascar para encher o depósito.


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Afinal, a estrada para o tesouro é a própria estrada. Pelo menos é disso que está convencida a australiana Lucapa Diamond Company, sócia maioritária da mina do Lulo, na Lunda Norte, que tem fornecido as maiores e melhores gemas jamais encontradas em Angola. A empresa desconfia que nos aterros e inertes usados para construir a estrada de acesso à mina estão alguns dos maiores diamantes do mundo. E já se está a preparar para a passar a pente fino.


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A vida também se escreve nas traseiras de um candongueiro

Na parte de trás dos táxis enviam mensagens escritas, por vezes bem-humoradas, "aqui vocês perdem rede", outras menos simpáticas, "ignoro todos os inchidores". São "dicas" que expõem a personalidade do taxista, mas podem esconder uma vida dura de 15 horas por dia a furar o caótico trânsito de Luanda porque sabem que, por cada quilómetro corrido, estão um quilómetro mais perto do sonho de serem donos do carro que conduzem.

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