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Duas razões parecem contribuir decisivamente para as longas filas que se verificam em Luanda nas bancas das brigadas responsáveis pela actualização do registo eleitoral com vista à preparação das eleições gerais de Agosto de 2017: o aproximar do fim da primeira fase do processo... e o facto de muitas empresas estarem a exigir aos seus trabalhadores, actuais ou que pretendem admitir, que tenham o registo concluído.






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Já é possível em Luanda "apanhar um táxi" em carros de luxo ao preço do candongueiro, basta esperar no sítio do costume e escolher, porque, rapidamente, chega um Land Cruiser V8 ou um Runner, e, com sorte, até um BMW X6... Tudo porque, como disse ao Novo Jornal Online um destes "taxistas" privados, "o game está violento", ou, que é como quem diz, com a crise é preciso desenrascar para encher o depósito.


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Afinal, a estrada para o tesouro é a própria estrada. Pelo menos é disso que está convencida a australiana Lucapa Diamond Company, sócia maioritária da mina do Lulo, na Lunda Norte, que tem fornecido as maiores e melhores gemas jamais encontradas em Angola. A empresa desconfia que nos aterros e inertes usados para construir a estrada de acesso à mina estão alguns dos maiores diamantes do mundo. E já se está a preparar para a passar a pente fino.


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Se o leitor fizer algo absolutamente normal como, depois de ler este artigo no seu "laptop", ligar do seu "smartphone" para um amigo e, enquanto espera por um "email" no seu portátil, jogar uns minutos na "playstation" para descontrair até que lhe seja enviada uma fotografia feita por uma moderna câmara digital, pois então deve uma boa parte da sua vida ao "coltan", um mineral que "brilha" no mundo mas deixa um rasto de morte e humilhação na República Democrática do Congo.





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Existe na sociedade angolana uma percepção cada vez mais enraizada de que a moeda nacional, o Kwanza, está a valer menos a cada dia que passa. A razão é a crise que o país atravessa e a inevitável inflação, superior a 35 por cento este ano, que galopa nas suas costas. À memória dos mais velhos chegam os tempos do "Kwanza burro", quando, na década de 1990, as notas de cinco milhões para pouco serviam.


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De uma facturação mensal de 500 milhões de dólares para uma espiral de negócios falidos, a cidade de Oshikango, na fronteira com a Namíbia, tornou-se o novo espelho da crise que Angola atravessa, bem reflectida na própria condição dos comerciantes angolanos. Antes donos de lojas, hoje obrigados a desenrascar sustento na venda de rua.


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Mr Price é um grupo de venda a retalho sul-africano com forte ramificação internacional. Tem a Namíbia como o seu maior mercado fora de fronteiras. Ou tinha. Porque a crise afastou das suas lojas no país vizinho do Sul os milhares de angolanos, que, com bolsos cheios de dólares, despejavam as lojas. E as suas contas ressentiram-se fortemente este ano. Um relatório do grupo admite-o.


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