Depois de ter ficado de fora da pré-convocatória para a 3ª janela de qualificação ao Mundial FIBA, o basquetebolista Dimitri Maconda volta a integrar as opções do combinado nacional.
O base faz parte do grupo final de 12 jogadores, que conta igualmente com Eduardo Francisco, Selton Miguel, Gerson Lukeny, Childe Dundão, João Fernandes, Aboubacar Gakou, Teotónio Dó, Clésio Castro, René Kingidi, Macachi Braz e Bamba Cissé.
O atleta vestiu as cores do ZZ Leiden na época 2025/26, tendo registado médias de 7.3 pontos, 1.9 ressaltos e 3.1 assistências em 46 jogos, com 19.8 minutos de utilização por partida. Em relação à temporada anterior no clube neerlandês, o angolano aumentou a sua produção ofensiva e o tempo de utilização, passando de 4.7 para 7.3 pontos e de 2.2 para 3.1 assistências por jogo.
A lista final de Angola não inclui Bruno Fernando nem Sílvio de Sousa, duas ausências de peso para os pupilos de Pep Clarós, sobretudo no jogo interior.
A Selecção Nacional figura no Grupo F e vai defrontar a República Democrática do Congo (RDC), a 27 de Agosto, o Senegal, a 29 de Agosto, e a Costa do Marfim, a 30 de Agosto. Os jogos do Grupo F serão disputados no Dakar Arena, no Senegal.
Os Leões de Teranga, os Elefantes e as Águias chegam à 4ª Janela com cinco vitórias e uma derrota, enquanto Angola soma quatro vitórias e duas derrotas.
José Muiza, responsável pela página Angolanos a Caminho da NBA, contactado pelo Novo Jornal, alertou para algumas lacunas com as quais o combinado nacional terá de lidar.
"A posição 1/2 está mais ou menos! Falta-nos um bom triplista, a posição cinco também apresenta falta de profundidade."
O especialista em basquetebol assinalou ainda que Aboubacar Gakou é a principal opção disponível para a posição cinco.
Análise dos principais destaques dos adversários
O Novo Jornal analisou as principais armas de cada uma das selecções adversárias que Angola terá de defrontar nesta 4.ª janela de qualificação ao Mundial, identificando os jogadores que merecem maior atenção.
Na República Democrática do Congo (RDC), Florent Thamba surge como uma das principais referências da equipa, com 11.3 pontos e 7.7 ressaltos por jogo nas eliminatórias. Com 2.08 metros, o congolês actua no jogo interior, assumindo uma importância acrescida perante as ausências de Angola no garrafão.
No Senegal, Brancou Badio representa a maior ameaça para os Gigantes do continente. O base-extremo lidera as eliminatórias africanas em pontuação, com 20.2 pontos por jogo, e apresenta ainda médias de sete ressaltos e 5.6 assistências, para uma eficiência de 23.8. Badio foi igualmente eleito o jogador mais valioso (MVP) da primeira ronda das eliminatórias.
No lote está também o antigo MVP da BAL (Basketball Africa League), Jean-Jacques Boissy, que representa o Al Ahly Benghazi. O base soma 10.7 pontos e 3.8 assistências por jogo nas eliminatórias.
Por último, na Costa do Marfim, há quatro atletas para manter debaixo de olho: Jean-Philippe Dally, que apresenta uma média de 11.2 pontos por jogo; Aboubacar Traoré, que actua no Cultural y Deportiva Leonesa, em Espanha, e soma 10.3 pontos por partida; Pape N'Diaye, poste de 2.13 metros da Kansas State University, nos Estados Unidos; e o base Assémian Moularé, que milita no JL Bourg-en-Bresse e foi uma das peças mais importantes dos Elefantes no Afrobasket 2025, disputado em Angola.
Actualmente, Moularé regista 16.0 pontos e 6.3 assistências por jogo, além de 18.7 de eficiência.
A Selecção Nacional terá, assim, três jogos num curto espaço de tempo, diante de adversários que prometem testar a sua capacidade de resposta e organização nas diferentes zonas da quadra.
A margem para erro será reduzida numa fase importante da corrida ao Campeonato do Mundo Qatar 2027.
