As duas equipas, por estarem na final da Taça, tinham já assegurado a presença nas afrotaças da próxima época.

Na primeira parte, as duas equipas optaram pela contenção de bola, aguardando por um eventual erro do adversário para tentarem o jogo em lances de contra-ataque.

Sem intensidade, também fruto do alinhamento táctico das equipas, em particular do Benfica de Luanda, que se remeteu mais à defesa, este período terminou com uma igualdade a zero, reflexo do desempenho de ambas as defesas.

No início da etapa complementar os petrolíferos chegaram com uma disposição mais ofensiva e a dupla de atacantes Bem Traoré e Flávio, tornou-se mais interventiva. Do lado contrário, o conjunto de Zeca Amaral continuava a jogar no erro do adversário.

Esta toada manteve-se até as entradas de Braga e Rasca, que deram mais mobilidade a formação benfiquista. Lírio e Oliveira, nas alas direita e esquerda respectivamente, davam outra dinâmica na formação encarnada, que começou a chegar com algum perigo na área tricolor. Ainda assim, o resultado não sofreu qualquer alteração, até ao final dos 90 minutos, tendo o jogo seguido para o prolongamento, de 30 minutos.

Durante o período extra, o Petro, mais uma vez, apresentou-se como único conjunto que parecia procurar a vitória, sem ter de ir para a fase das grandes penalidades.

Foram quase 30 minutos de sufoco para as águias que, aos 24 minutos do prolongamento (114 de jogo), contra todas as expectativas, matou o jogo com o golo de Braga.

O avançado do Benfica recebeu um passe que passou entre os defesas e, sem ângulo, rematou cruzado, batendo o guarda-redes Jotabé. Nos minutos que se seguiram os petrolíferos tentaram a igualdade, mas já não tiveram tempo para evitar a derrota.

Angop com NJ