Entre motociclos, carrinhas improvisadas e longas filas de bidões amarelos espalhados pelos quintais, o negócio movimenta diariamente milhares de litros de combustíveis que atravessam a fronteira em direcção à República Democrática do Congo. Para muitos, trata-se de uma actividade ilícita, mas, para outros, é a única forma de garantir o "pão de cada dia".

A sobrevivência acima de tudo

Com apenas 24 anos, Martins Nguengo tornou-se um dos muitos rostos desta realidade. Pai de dois filhos, afirma que encontrou no contrabando a única forma de sustentar a família.

Sentado à sombra de uma mangueira, enquanto aguardava pela chegada de mais combustível, o jovem conta que o negócio começou há cerca de dois anos, após várias tentativas frustradas para conseguir emprego.

"Tenho dois filhos e preciso de colocar comida na mesa todos os dias. Aqui não há muitas oportunidades de trabalho. O combustível é o que me permite sobreviver", relata.

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