Percurso das equipas:
Se fora das quatro linhas a disputa se faz entre castas e colheitas, dentro delas a "La Roja" chega com um registo imaculado. Os espanhóis não sofreram qualquer tento neste Mundial e já marcaram oito.
Empataram sem golos com Cabo Verde, golearam a Arábia Saudita por 4-0, bateram o Uruguai por 1-0 para assegurar a liderança do Grupo H e, nos dezasseis avos-de-final, afastaram a Áustria com nova demonstração de autoridade (3-0).
Portugal também surge invicto nos quartos-de-final, embora por um caminho distinto. A "selecção das quinas" abriu a campanha com um empate (1-1) diante da República Democrática do Congo (RDC), respondeu com uma goleada por 5-0 ao Uzbequistão e fechou a fase de grupos com um nulo frente à Colômbia.
Já na fase a eliminar, superou a Croácia por 2-1 e garantiu lugar entre os oito melhores da competição.
Chaves para a vitória:
Os pupilos de Luis de la Fuente vivem muito da intensidade ofensiva e da circulação rápida de bola. Para desmontar o bloco português, será determinante acelerar o jogo pelos corredores e explorar a criatividade de Lamine Yamal e Mikel Oyarzabal, dois dos principais desequilibradores da "La Roja".
Além disso, terão de encontrar forma de bater Diogo Costa, que tem garantido a segurança lá atrás e é uma das principais razões para a solidez defensiva da equipa.
Do lado dos comandados de Roberto Martínez, Cristiano Ronaldo terá de apresentar a eficácia dos seus tempos áureos, enquanto o meio-campo precisará de maior criatividade e critério para multiplicar as oportunidades de golo e Nuno Mendes e João Cancelo terão de ser irrepreensíveis para anular as arrancadas do adversário.
Factor-X:
João Félix pode ser o elemento diferenciador de Portugal, uma vez que, quando está em dia sim, consegue penetrar em espaços onde mais nenhum atleta consegue entrar.
Já Lamine Yamal ainda não assinou uma exibição à altura da magia a que habituou os adeptos do desporto-rei, mas continua a poder decidir o encontro num único lance.
Na última vez que ambas as selecções disputaram um clássico em palcos internacionais, na final da Liga das Nações de 2025, os lusos saíram vitoriosos por 5-3, no desempate por penáltis, após um empate a 2-2 no tempo regulamentar.




























































































