"Quatro anos após a queda do preço do petróleo, período durante o qual a empresa aplicou os seus esforços na optimização das suas operações, na redução de despesas em todas as áreas de actividade (incluindo uma redução significativa de colaboradores expatriados e contratados externos), o contexto actual de forte redução das suas actividades torna necessária esta reorganização", explica a Total, num comunicado noticiado pela Lusa.

Segundo a agência, que cita fonte da multinacional francesa, a empresa vai oferecer aos colaboradores que estão de saída um "pacote de indemnizações que reflectem as melhores práticas da indústria e acima do exigido por Lei".

A Total garante também que continuará a assegurar os benefícios de Saúde durante um ano, disponibilizando ainda um programa de reintegração no mercado laboral e empreendedorismo para os interessados.

Neste processo de reorganização, a petrolífera assegura que deu "prioridade aos colaboradores nacionais", e fala mesmo no reforço da angolanização da sua estrutura, "com um incremento de quadros angolanos em cargos de chefia".

Actualmente a Total opera no país com 1.700 trabalhadores, 79% dos quais angolanos.

Desde 2014, quando a crise petrolífera "rebentou", a petrolífera reduziu, em 34%, o número de expatriados, e em 58% o número de contratados, "apostando" em colaboradores nacionais.