Depois de ter substituído Valter Filipe por José de Lima Massano no comando do banco central, o Chefe de Estado "limpou" o Conselho de Administração, exonerando todos os administradores que herdou do antigo Governo.
A decisão, formalizada por decreto presidencial, é explicada pela "necessidade de reforçar o posicionamento do Banco Nacional de Angola, enquanto autoridade monetária, cambial, de regulação e supervisão, em função do dinamismo actual da actividade financeira".
Assim, António Manuel Ramos da Cruz, Gilberto Moisés Moma Capeça, Samora Machel Januário Silva e Ana Paula Patrocínio Rodrigues deixam o Banco Nacional de Angola, sendo substituídos nas funções de administradores por Beatriz Ferreira de Andrade dos Santos, Miguel Bartolomeu Miguel, Pedro Rodrigo Gonçalves de Castro e Silva e Tavares André Cristóvão.
As nomeações para o BNA incluem também a recondução de Manuel António Tiago Dias como vice-governador, sorte que não teve a ex-vice-governadora Suzana Maria de Fátima Camacho Monteiro, substituída pelo Presidente João Lourenço por Rui Miguêns de Oliveira, que regressa ao BNA depois de ter sido exonerado pelo antigo Chefe de Estado.
Nos termos da Lei no 16/10 de 15 de Julho, Lei Orgânica do Banco Nacional de Angola, os membros do Conselho de Administração, incluindo os Vice-Governadores, são nomeados para mandatos de cinco anos.

