O grupo de lojas estava nas mãos do grupo Zahara, que também detinha a rede de supermercados Kero, património "constituído com fundos públicos" e entregue ao Serviço Nacional de Recuperação de Activos (SENRA) pelos generais Manuel Hélder Vieira Dias Júnior 'Kopelipa' e Leopoldino Fragoso do Nascimento 'Dino' , em Outubro de 2020, como anunciou, na altura, a Procuradoria-Geral da República (PGR) (ler aqui).

"Tendo em conta que o Executivo tem como eixo no sector económico promover o fomento empresarial, reforçar a capacidade empresarial nacional, promover a concorrência, a competitividade, aumentar o encaixe financeiro resultante da venda de activos privatizados, e reduzir a dívida pública na economia", lê-se no despacho presidencial 134/21, que autoriza a abertura de um concurso público para a privatização, na modalidade de cessão do direito de exploração e gestão destas duas redes de supermercados.

Ao Ministro da Indústria e Comércio é delegada competência para a aprovação das peças do procedimento concursal, nomeação da comissão de negociação, verificação da validade e legalidade de todos os actos praticados no âmbito do procedimento e adjudicação das propostas para a celebração dos contratos.

Estas redes de lojas integraram o Programa de Reestruturação do Sistema de Logística e de Distribuição de Produtos Essenciais à População (Presild), lançado em 2007, que tinha como objectivo modernizar a rede comercial e criar novas oportunidades de negócios e de emprego.