A exploração, sob a responsabilidade da Companhia Cubana de Petróleo (Cupet), vai acontecer a uma profundidade de 7000 metros numa partilha de produção com a Sonangol e a petrolífera estatal venezuelana PDVSA.

"O principal objetivo da campanha de perfuração é, pelo menos, atingir dois poços profundos. Eles podem ser três. Se confirmar-se uma descoberta, de certeza que vão abrir mais dois furos", disse o director de exploração da Cupet, Osvaldo Lopez.

A aposta da Sonangol em Cuba foi reforçada depois da petrolífera nacional ter abandonado as operações no Iraque, como confirmou recentemente o presidente da empresa para as questões internacionais e hidrocarbonetos.

Manuel de Bessa Teixeira avançou na altura que 2015 seria o ano para o início das actividades da Sonangol em Cuba, se não surgissem questões de força maior. O actual preço do "ouro negro", terá condicionado o cumprimento dos prazos de exploração avançados no ano passado pela Sonangol.

"Estamos a trabalhar com várias empresas, cujo interesse é estudar as possibilidades, mas o preço do petróleo faz com que esses estudos se possam atrasar um pouco mais, porque as empresas estão a cortar os seus orçamentos", avançou o vice-director da Cupet, Roberto Suarez.

De acordo com especialistas do sector, o potencial petrolífero cubano é grande, tendo já sido descobertos milhões de barris de petróleo nas águas ao largo da costa noroeste de Cuba. No entanto, a exploração de petróleo tem sido dificultada pelo bloqueio dos EUA à ilha, complicando-se ainda mais em tempos de baixas consideráveis dos preços do petróleo.

Por isso, o Governo defende a urgência dos Estados Unidos levantarem o embargo, o que vem sendo aventado nesta nova fase de relações políticas entre Cuba e os Estados Unidos da América. Cuba recebe grande parte de seu petróleo da Venezuela, que continua a fornecer cerca de 100 mil barris de petróleo. Quanto à exploração e produção, a Cupet não tem actualmente nenhuma proposta para as empresas petrolíferas norte-americanas.