Hakainde Hichilema foi declarado vencedor das eleições de 13 de Agosto, com 60,5% dos votos, contra 37,9% de Brian Mundubile, segundo os resultados oficiais.
O processo eleitoral, que decorreu, de um modo geral, de forma pacífica no dia da votação, foi, contudo, acompanhado por relatos da imprensa internacional e avaliações que levantam questões sobre a integridade e a credibilidade de algumas das suas etapas.
Entre os episódios apontados está uma operação das forças de segurança numa propriedade ligada a Brian Mundubile, durante a qual vários dos seus associados terão sido levados sob custódia. O próprio candidato e o seu companheiro de candidatura, Makebi Zulu, foram posteriormente detidos e formalmente acusados de traição, acusações que os visados contestam.
Esta terça-feira, a cerimónia de investidura decorre no National Heroes Stadium, em Lusaka, num dia declarado feriado nacional.
Trata-se de um acto revestido de particular significado político por ser a primeira vez, desde 2016, quando Edgar Lungu foi empossado para um segundo mandato, que um Presidente zambiano em exercício é investido para um segundo mandato consecutivo.
Nas eleições de 13 de Agosto, a participação oficial foi de 57,2%, uma quebra significativa face aos 70,6% registados em 2021, num contexto económico ainda condicionado pelos efeitos da crise da dívida e pelas dificuldades fiscais.
É, de resto, nessa senda que Hakainde Hichilema reclama para si o mérito de ter contribuído para a estabilização das finanças públicas, para a melhoria do ambiente de negócios e para o desempenho do sector mineiro, fortemente dependente do cobre, bem como para os avanços na reestruturação da dívida externa, incluindo acordos com credores chineses.





