O plano, apresentado a diplomatas e organizações internacionais, prevê apoio às populações mais vulneráveis e surge no âmbito de contactos com os Estados Unidos para autorizar importações de combustível com fins humanitários.
"Se a situação actual se mantiver e as reservas de combustível se esgotarem, tememos uma rápida deterioração, com risco de perdas humanas", alertou Francisco Pichon.
Segundo o responsável, a ajuda pretende manter em funcionamento infraestruturas críticas, incluindo serviços de saúde, num contexto de crise energética agravada pelo bloqueio petrolífero imposto à ilha desde Janeiro.
O plano representa uma extensão da resposta da ONU aos danos provocados pelo furacão Melissa, que atingiu Cuba em Outubro, incorporando agora também o impacto da escassez de combustível.
A implementação dependerá, contudo, da viabilidade de soluções para garantir o fornecimento de energia. Para isso, a ONU prevê um modelo de rastreabilidade que assegure que o combustível é direccionado para serviços essenciais prioritários.
"Todas as soluções estão a ser analisadas, incluindo a colaboração com o sector não estatal", acrescentou Francisco Pichon.
As operações no terreno enfrentam dificuldades logísticas, com equipas da ONU limitadas na realização de missões e obstáculos na recolha de ajuda humanitária nos aeroportos de Havana.
.

