"As 11.000 subscrições dos militantes que apoiaram a candidatura de João Lourenço e as 19.000 de apoio ao militante Higino Carneiro, os seus nomes já se encontram inscritos na história do partido como os primeiros militantes do MPLA, no pós-independência do país, 50 anos depois, a contribuir para uma verdadeira renovação democrática interna", escreveu, na sua página oficial, António Venâncio.

De acordo com António Venâncio, estes militantes "agiram convictos de que as múltiplas candidaturas representam uma causa nobre a defender sem medo, com a maior coragem apesar das eventuais pressões, intimidações e ameaças".

"Para estes corajosos militantes, o que prevalece são os estatutos do seu partido e tenho recebido inúmeras manifestações de apoio de diversos quadrantes do país, o que enriquece o processo do 9º congresso", acrescentou, frisando que o seu apoio tem sido um inesquecível estímulo.

Na sua opinião, "o MPLA deve ser, e tem mesmo de ser, um partido de inclusão, de liberdade de escolha e de práticas verdadeiramente democráticas".

Agradeceu às províncias do país que já completaram as 250 assinaturas da sua candidatura.

Para a candidatura ao cargo de Presidente do MPLA, os proponentes devem reunir o apoio de pelo menos cinco mil militantes, distribuídos por todas as províncias do país, garantindo base de suporte geograficamente distribuída e representativa da estrutura nacional.

Os restantes níveis exigem entre mil e 2.500 subscritores, estabelecendo escalas diferenciadas conforme a importância e alcance do cargo a ser disputado.

O 9.º congresso ordinário do MPLA realiza-se nos dias 9 e 10 de Dezembro de 2026, na cidade de Luanda.

O evento decorre sob o lema "MPLA 70 anos - Compromisso com o Povo, Confiança no Futuro", e vai reunir 3.000 delegados.