Segundo o MINJUSDH, o problema será resolvido em breve, mas não avançou um horizonte temporal para que seja ultrapassada a situação, que já dura há quatro meses.

Em declarações à imprensa, o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Marcy Lopes, garantiu apenas que a dificuldade ficará superada em breve.

Segundo o ministro, as enchentes que se têm verificado actualmente são próprias do momento, salientado que "o quadro actual é diferente do que existia no passado, em que os cidadãos madrugavam nas filas dos postos de identificação civil e criminal".

Há três meses que a maioria dos serviços de identificação e registo civil em vários pontos da província de Luanda está sem sistema, o que está a transtornar a vida dee quem procuras estes para tratamento de documentos como o Bilhete de Identidade (BI), registo criminal e boletim de óbito.

O Novo Jornal constatou, na semana passada, em vários municípios, a "falta de sistema", sendo o único posto funcional o dos Combatentes, no Rangel, que tem registado filas e enchentes.

A situação tem forçado centenas de pessoas a deslocarem-se à Direcção Nacional de Identificação, Registos e Notariado (DNIRN), por ser a central, para conseguir tratar com maior celeridade dos documentos, mas por vezes até mesmo na DNIRN tem havido falhas no sistema, o que penaliza os utentes.

Devido à falta de sistema nos postos de identificação e registo civil, vêem-se obrigados a recorrer aos Serviços Integrados de Atendimento ao Cidadão (SIAC), onde, para algum alívio, tem havido sistema para tratamentos de registo criminal, BI, e outros documentos, do foro do MINJUSDH.