Estes contactos continuados, que começaram logo que o partido foi legalizado pelo Tribunal Constitucional, em Outubro de 2024, segundo a sua direcção, visam entender as preocupações e frustrações dos cidadãos.

E isso está a ser feito através de "uma postura conciliadora e inclusiva", sendo o projecto 7/7 vocacionado para, durante todos os fins de semana, auscultar os cidadãos em vários mercados da capital (principal praça eleitoral do país).

E o projecto 15/15 é coordenado pelos dirigentes do partido que vão às províncias, para auscultar as preocupações inquietações dos cidadão que estão mais distantes da capital", disse ao Novo Jornal, a porta-voz do partido Teresa Chambula.

Com a aproximação das eleições gerais de 2027, de acordo com Teresa Chambula, o PRA-JÁ Servir Angola, procura com estas ferramentas consolidar-se como uma força política relevante no cenário angolano.

"A actuação do PRA-JÁ está a ser marcada pelo diálogo institucional, e reflecte um movimento de transição rápida de ideias para o centro da decisão política", frisou, salientando que a organização é vista como um actor que busca reduzir tensões e melhorar a cooperação política em Angola.

Referiu que o partido é um parceiro no diálogo democrático, valorizando a pluralidade política e buscando inclusão no espaço político angolano, com uma abordagem que promove a estabilidade e a coabitação saudável.

Refira-se que o Tribunal Constitucional (TC) admitiu o PRA-JA Servir Angola como partido político em 07 de outubro de 2024, e, mesmo antes da sua legalização, ainda como movimento, o seu fundador, Abel Chivukuvuku, tinha admitido inequivocamente que o seu objectivo é ser poder em Angola, quase sem colocar limitações a eventuais parceiros de eventuais futuras coligações.

E parece nesse comprimento de onda que esta formação política optou por sair da FPU, que integrou com a UNITA e com o Bloco Democrático, para concorrer às eleições de 2022, elegendo diversos deputados nas listas do "Galo Negro".

Agora, devidamente legalizado, o PRA-JÁ está livre de amarras e uma das possibilidades, que emerge das próprias palavras de Chivukuvuku, nas eleições de 2027, que todos os analistas apontam como as mais desafiantes de sempre para o MPLA, pode ser coligar-se com o partido que Governa o país desde 1975, se este não obtiver mais de 50% dos votos.

Recorde-se que a legalização ocorreu após uma primeira tentativa em 2020, com o partido submetendo novos documentos e um número suficiente de assinaturas (mais de 7.500 exigidas).

A legalização foi vista como um sinal de "bom funcionamento" das instituições democráticas, apesar de alguns analistas questionarem a demora do processo e a forma como este decorreu.