Esta decisão, que obteve o enaltecimento publico da Ordem dos Advogados de Angola (OAA), assurge depois da defesa dos mais de 30 arguídos, em uníssono, se queixar de impedimento por parte do tribunal.

Essa circunstância levou ao abandono da sala de audiência, como o Novo Jornal tem vindo a noticiar (ver links em baixo).

Para que se reponha a normalidade do julgamento, cuja leitura da acusação e da pronúncia foi feita nesta terça-feira, a OAA) teve que intervir junto do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ), tendo sido possível alcançar soluções que repõem a normalidade processual e a dignidade do julgamento.

Em comunicado, a OAA diz que foram encetadas diligencias junto do presidente do CSMJ e do Tribunal Supremo, Norberto Sodré João, e foi possível encontrar soluções adequadas.

Segundo a OAA, a sessão de julgamento será suspensa, e durante oito dias será disponibilizado aoS advogados de defesa dos arguidos o processo na íntegra para consulta.

A Ordem dos Advogados de Angola enaltece a posição do Conselho Superior da Magistratura Judicial em pôr fim a este "braço de ferro".

O Novo Jornal soube que após os advogados abandonarem a sala, o julgamento prosseguiU, com o Ministério Público (MP) a fazer a leitura da acusação e o tribunal da pronúncia.

O juiz diz que a atitude do colectivo de advogados em abandonar a sessão é uma manobra dilatória para impedir o arranque do julgamento, por isso decidiu, nos termos da Lei, nomear quatro defensores oficiados para os arguidos e prosseguiu com o julgamento.

Segundo o juiz presidente da causa, não há razões para o julgamento não prosseguir e que os argumentos apresentados pelo colectivo de advogados, são infundados, facto agora contrariado pelo CSMJ que ordenou a disponibilização do processo aos advogados e tempo para estes preparem adequadamente a defesa dos seus constituintes.