Ndonda Nzinga e outros membros que foram à sede do partido para iniciarem a preparação dos trabalhos do conclave foram surpreendidos pela Polícia, que os deteve na sede do partido.
Segundo argumentos da direcção da FNLA, Ndonda Nzinga e os seus companheiros invadiram a sede do partido, sem previa autorização do presidente Nimi-a.Nsimbi.
O Novo Jornal apurou que Ndonda Nzinga foi confirmado na última reunião do comité central realizada em Março, como presidente da comissão preparatória do congresso.
"O comité central do partido elegeu-me para preparar o congresso. Estou surpreendido com a ordem para a minha detenção", disse Ndonda Nzinga, no momento em que estava a ser levado para uma esquadra da polícia.
O presidente do partido, Nimi-a-Nsimbi, abandonou a última reunião do comité central, após a rejeição pelos membros das suas propostas, de indicar o coordenador da comissão preparatória do congresso.
A FNLA atravessa uma grave crise interna, marcada pela contestação à liderança de Nimi a Nsimbi por um grupo liderado por Ngola Kabangu, que acusa a direcção de violar estatutos, falta de transparência e má gestão.
Recentemente, o nacionalista Ngola Kabango afirmou que não precisa de ser presidente da FNLA, mas o objectivo da sua luta é "dar oxigénio" ao histórico partido FNLA, para evitar o seu desaparecimento do cenário político angolano.
A crise tem sido descrita como uma "prisão política interna" que coloca em risco a coesão e o futuro do partido histórico angolano, numa altura que o País se prepara para as eleições de 2027.
