"O meu mandato termina no mês de Setembro deste ano. Os estatutos do partido dizem que o presidente convoca o congresso seis meses antes do fim de mandato", disse o líder da FNLA em conferência de imprensa, na sequência do comunicado em que os membros do comité central retiraram a confiança política ao presidente do partido "por violação sistemática dos estatutos".
"A reunião do comité central que eu havia convocado não aconteceu por razões financeiras. Um partido da dimensão da FNLA recebe do Governo cinco milhões de kwanzas mensalmente para o seu funcionamento. Isto tem criado enormes dificuldades", afirmou, salientando que quando forem criadas as condições, o presidente vai convocar o congresso.
Segundo o político, existe uma corrente de membros influentes da FNLA que levam a cabo uma campanha para fragilizar a direcção do partido.
"São militantes de peso que querem afundar a FNLA. Mas é importante frisar que o partido esteve desorganizada durante 23 anos, mas graças a nossa direcção, hoje estamos unidos", concluiu.


