A Ilha de Luanda, por exemplo, registou nos últimos dias fortes ventos e ondas com mais de 1,5 metros, embora sem danos materiais e humanos, mas o comando provincial do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros recomenda "constante alerta" com as alterações marítimas, pois as condições podem gravar-se.

Em declarações esta terça-feira, 6, ao Novo Jornal, o porta-voz do SPCB/Luanda, intendente Daniel Correia, disse que o comando provincial do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros tem registados um nível das ondas muito alto, diferente daquilo que é o habitual.

Segundo os bombeiros, para prevenção de vidas humanas é aconselhável que a população não vá às praias nos próximos dias.

Conforme o SPCB, a população deve também evitar as zonas costeiras, ou seja, a não permanência em pontos ou zonas de ribanceiras.

Os bombeiros apelam igualmente às pessoas que estejam junto às praias a ficarem longe de árvores e estruturas que possam cair com facilidade.

Quanto aos pescadores, o SPCB/Luanda aconselha a não saírem para o mar, e a seguirem as instruções das autoridades sobre o perigo de afogamento e naufrágio.

Entretanto, os riscos maiores são para as zonas ribeirinhas onde se encontram habitações ou edificações de suporte à actividade pesqueira de lazer, especialmente entre o norte da área urbana de Luanda e da Ilha do Cabo, com grande destaque para a zona do Porto pesqueiro.

Porém, se o alerta de as calemas permanecer, a capital do País pode ficar com alguma carência de peixe nos mercados informais.

O Novo Jornal soube que o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros agendou de urgência uma reunião para traçar estratégias face a este fenómeno natural.